Poeticalha

é pouco mas é de coração
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19.05.06

TERRA_PERMA_LINK 16:45:42, TERRA_CATEGORIES: Resquícios do finde. TERRA_POSTED_BY Fabiano Reis

O sorriso dela é um dos mais belos que eu já vi em uma mulher. E seus olhos são de um azul desconcertante, um azul que nunca vi em nenhum mar ou céu. E esses olhos estavam mais brilhantes que a multidão de estrelas presentes naquela noite, e o seu sorriso então, quase não cabia na boca.

Minha muito querida prima Renata, no dia do seu casamento.

E um dos motivos foi por que ela encontrou um cara que faz tempo está faltando nas prateleiras, o LÚ. E eu peço permissão a ela pra inverter a ordem das coisas, e dizer:

"Rê, segura por que esse é pra casar"

Por que se você imaginar um cara muito legal ainda vai faltar bastante pra definir esse sujeito.

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17.05.06

TERRA_PERMA_LINK 15:47:05, TERRA_CATEGORIES: Resquícios do finde. TERRA_POSTED_BY Fabiano Reis

O frio disse presente, e a tarde suave anunciou uma noite estrelada, uma noite só existente nessa cidade chamada Juiz de Fora, terra onde nasci. Terra onde eu nasci e onde, mesmo não me criando por lá, aprendi a ser moleque. Moleque no melhor sentido dessa palavra, e no único que ela deveria ter. Aprendi também outras palavras, como paralelepípedo. Que era do que a rua da minha vó era feito. Eu tinha férias de verdade, daquelas que você passa o ano inteiro esperando. E no primeiro dia delas, ia correndo pra lá.

Uma das lembranças mais bonitas das minhas idas a Juiz de Fora era o ritual de despedida aos domingos, quando a gente voltava pro Rio depois de um belo almoço, e a família toda se reunia na calçada, e entre abraços, beijos e choros contidos, esperava a gente entrar no carro e dobrar lentamente a esquina ... É a cena que mais mora em mim: Eu virando a esquina dentro do carro, focalizando minha vó no meio de tanta gente querida, e dando um tchau tão intenso que às vezes já estava na estrada e ainda acenava mentalmente pra ela.

E é claro que esse ritual existe até hoje, e teve nesse fim de semana também. A calçada é a mesma da minha infância, e eu fico pensando quantas vezes meus pés passaram por ali, com quantos sapatos, e o quanto era bom quando era descalço. As pessoas vão mudando, mortes, amigos e namoradas novas, filhos. Mas a essência continua, como a calçada. É como se fosse uma celebração do quanto foi bom ter passado dias por ali.

Eu consigo enxergar uma placa imaginária em cima da porta de entrada da casa da minha vó, onde está escrito: "Nessa casa mora gente feliz e simples, e você quando passar pela porta vai ser amado pelo simples fato de estar aqui, em nossa companhia. Vamos te oferecer comida, carinho, conforto e sorrisos sinceros, por que a expressão bem vindo para nós é, antes de tudo, verdadeira."

E eu me sinto abençoado por poder passar por essa porta.

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20.03.06

TERRA_PERMA_LINK 12:58:56, TERRA_CATEGORIES: Resquícios do finde. TERRA_POSTED_BY Fabiano Reis

Santa Rosa

"chuva de prata" é a mais cafona das cafonas músicas da era sullivan&massadas da gal costa, mas não tem outra expressão pra definir a chuva que caiu ontem a tarde, torrencial, com um céuzão azul(!) por trás, casamento de viúva. e o arco íris que veio depois? o calor continuou, e a grande rua  ( que passa um milhão de carros durante a semana ) vazia, e ao fundo um radinho de pilha narrando um flamengo e vasco melancólico, e a padaria da minha infância-adolescência com o melhor pão do mundo quentinho, e os moleques jogando bola na chuva, e todo aquele monte de passarinhos numa sinfonia desencontrada anunciando o fim da tarde-a chuva-seus lugares nas árvores, o morro verde, as casas centenárias resistindo ( ainda ) aos prédios que se multiplicam a cada dia, o cristo no rio lá loooonge, davam ao domingo um ar de que bom que eu me criei por ali.

belo dia para coroar o aniversário do meu pai.

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22.02.06

TERRA_PERMA_LINK 17:42:28, TERRA_CATEGORIES: Resquícios do finde. TERRA_POSTED_BY Fabiano Reis

domingo, 2 de outubro - do poeticalha antigo

hoje acabou o "encontros com a palavra" evento literário em niterói. bem, das coisas que eu fui, tava tudo a meia bomba. pq, vai saber pq. niteroiense é um bicho muito esquisito. vive reclamando que não rola nada de interessante na cidade, mas qdo rola, não prestigia. aí fica dando margem a essa gente que quer proibir micareta, caldeirão do huck ( um boçal deu uma declaração num jornal de bairro falando mais ou menos assim: " conseguimos expulsar a gravação do programa daquele luciano huck daqui " o mesmo programa que na abertura mostrava nossa cidade para o Brasil inteiro ... ), sei lá, uma gente que ainda acha que niterói é só cidade dormitório. qdo eu fazia eventos tentava trazer coisas diferentes e nunca era bem aceito. quem tenta fazer alguma coisa diferente nunca tem o retorno esperado. vide esses encontros gastronômicos ( o da fortaleza sta cruz foi um fiasco ). o que será que falta? eu, particularmente, acho que falta educação desde cedo. e fico impressionado como uma ponte faz diferença. acho que aqui ainda é uma roça com prédios altos. e fica esse povo abestado babando pelos shoppings com grife da moreira césar ...
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TERRA_PERMA_LINK 17:31:55, TERRA_CATEGORIES: Resquícios do finde. TERRA_POSTED_BY Fabiano Reis

segunda, 9 de janeiro - do poeticalha antigo

Na sexta, fim do dia, o céu estava vermelho, um vermelho de um milhão de tonalidades, que não cabe em nenhuma aquarela, junto com tons de amarelo e azul. Tomara que muitos fotógrafos tenham tirado muitas fotos. E eu fui pela orla, de Icaraí até Charitas, tentando não perder nenhum ângulo, MAC, Ilha da Boa Viagem, Pão de Açúcar, Corcovado, Pedra da Gávea, pq todos falam que a melhor coisa de Niterói é a vista do Rio, e vcs sabem que às vezes eu concordo.
Já tinha me programado pra um fim de semana de chuva, mas aí no sábado abre um solzão daqueles. Mas fiquei em casa sábado e domingo mesmo assim, limpando a piscina, podando as plantas, e praticando meu esporte predileto, que é devolver os sapos que pulam dentro de casa, para além muro. Eu pego uma redinha de aquário e fico lá, atrás deles. Por mim, até ficariam por ali, dividindo a vizinhança com os calangos, mas eu tenho mulher em casa, e vcs sabem como é isso. Aline sempre entra desesperada, com os olhos esbugalhados e o coração na boca, como se tivesse visto dez crocodilos, sete pitbulls e doze tubarões brancos ( sei lá, não consigo imaginar outros bichos que realmente metam medo ) me implorando para tirar os "monstros" do quintal, e sempre que vou ver são só alguns sapinhos simpáticos. Mas vcs sabem como é isso.
E é bom pq que eu faço o meu papel de homem da casa, e ela fica lá, toda satisfeita.

P.S. As jabuticabeiras estão a toda, e minha vó veio de Juiz de Fora e fez a festa. Pedi que deixasse as do passarinho de peito amarelo.


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