

16:45:42, TERRA_CATEGORIES: Resquícios do finde. TERRA_POSTED_BY Fabiano ReisO sorriso dela é um dos mais belos que eu já vi em uma mulher. E seus olhos são de um azul desconcertante, um azul que nunca vi em nenhum mar ou céu. E esses olhos estavam mais brilhantes que a multidão de estrelas presentes naquela noite, e o seu sorriso então, quase não cabia na boca.
Minha muito querida prima Renata, no dia do seu casamento.
E um dos motivos foi por que ela encontrou um cara que faz tempo está faltando nas prateleiras, o LÚ. E eu peço permissão a ela pra inverter a ordem das coisas, e dizer:
"Rê, segura por que esse é pra casar"
Por que se você imaginar um cara muito legal ainda vai faltar bastante pra definir esse sujeito.
15:47:05, TERRA_CATEGORIES: Resquícios do finde. TERRA_POSTED_BY Fabiano ReisO frio disse presente, e a tarde suave anunciou uma noite estrelada, uma noite só existente nessa cidade chamada Juiz de Fora, terra onde nasci. Terra onde eu nasci e onde, mesmo não me criando por lá, aprendi a ser moleque. Moleque no melhor sentido dessa palavra, e no único que ela deveria ter. Aprendi também outras palavras, como paralelepípedo. Que era do que a rua da minha vó era feito. Eu tinha férias de verdade, daquelas que você passa o ano inteiro esperando. E no primeiro dia delas, ia correndo pra lá.
Uma das lembranças mais bonitas das minhas idas a Juiz de Fora era o ritual de despedida aos domingos, quando a gente voltava pro Rio depois de um belo almoço, e a família toda se reunia na calçada, e entre abraços, beijos e choros contidos, esperava a gente entrar no carro e dobrar lentamente a esquina ... É a cena que mais mora em mim: Eu virando a esquina dentro do carro, focalizando minha vó no meio de tanta gente querida, e dando um tchau tão intenso que às vezes já estava na estrada e ainda acenava mentalmente pra ela.
E é claro que esse ritual existe até hoje, e teve nesse fim de semana também. A calçada é a mesma da minha infância, e eu fico pensando quantas vezes meus pés passaram por ali, com quantos sapatos, e o quanto era bom quando era descalço. As pessoas vão mudando, mortes, amigos e namoradas novas, filhos. Mas a essência continua, como a calçada. É como se fosse uma celebração do quanto foi bom ter passado dias por ali.
Eu consigo enxergar uma placa imaginária em cima da porta de entrada da casa da minha vó, onde está escrito: "Nessa casa mora gente feliz e simples, e você quando passar pela porta vai ser amado pelo simples fato de estar aqui, em nossa companhia. Vamos te oferecer comida, carinho, conforto e sorrisos sinceros, por que a expressão bem vindo para nós é, antes de tudo, verdadeira."
E eu me sinto abençoado por poder passar por essa porta.
12:58:56, TERRA_CATEGORIES: Resquícios do finde. TERRA_POSTED_BY Fabiano Reis"chuva de prata" é a mais cafona das cafonas músicas da era sullivan&massadas da gal costa, mas não tem outra expressão pra definir a chuva que caiu ontem a tarde, torrencial, com um céuzão azul(!) por trás, casamento de viúva. e o arco íris que veio depois? o calor continuou, e a grande rua ( que passa um milhão de carros durante a semana ) vazia, e ao fundo um radinho de pilha narrando um flamengo e vasco melancólico, e a padaria da minha infância-adolescência com o melhor pão do mundo quentinho, e os moleques jogando bola na chuva, e todo aquele monte de passarinhos numa sinfonia desencontrada anunciando o fim da tarde-a chuva-seus lugares nas árvores, o morro verde, as casas centenárias resistindo ( ainda ) aos prédios que se multiplicam a cada dia, o cristo no rio lá loooonge, davam ao domingo um ar de que bom que eu me criei por ali.
belo dia para coroar o aniversário do meu pai.
17:42:28, TERRA_CATEGORIES: Resquícios do finde. TERRA_POSTED_BY Fabiano Reis
17:31:55, TERRA_CATEGORIES: Resquícios do finde. TERRA_POSTED_BY Fabiano Reis